«Também se pode rir de Deus? Claro que sim, e não se trata de blasfémia. Pode-se rir, tal como se joga e se brinca com as pessoas que amamos. A tradição sapiencial e literária judaica é mestra nisto! É possível fazê-lo, mas sem ofender os sentimentos religiosos dos crentes, sobretudo dos pobres.» (Papa Francisco, Discurso aos Artistas do Mundo Humorístico, 14.06.2024)
Sem querer alongar-me demasiado sobre um assunto que, pelos vistos, até entre padres divide opiniões, sinto necessidade de partilhar uma pequena reflexão. Sem dramas, sem 'excomunhões' e, se possível, sem perdermos o sentido de humor pelo caminho. Enquanto Igreja, particularmente nós, ministros ordenados, não podemos ficar simplesmente pelo «gostei» ou «não gostei», «achei piada» ou «não achei piada». Até considero isso legítimo numa conversa de café, mas parece-me insuficiente quando temos também a responsabilidade de conhecer, transmitir e ajudar a compreender aquilo que a Igreja ensina. E o que nos ensina a Igreja?