O Cristianismo tem uma história de 2000 anos, marcado por um ritmo que continua, hoje, a definir quem somos: o domingo. Se é verdade que é um dia de descanso (dies hominis - dia do homem), o Domingo não é só isso e muito menos uma obrigação a "despachar" antes que a semana recomece. É, na expressão que já os primeiros cristãos usavam, o "dies Domini", o dia que pertence ao Senhor porque n'Ele Cristo ressuscitou (cf. Ap 1,10). Diante disto, o que estamos realmente a celebrar quando vamos à missa de domingo (e até mesmo aos chamados "dias santos")? E porque é que a Igreja, ao longo dos séculos, foi tão cuidadosa a regular como e quando esse dia se vive?
15/08/26
14/08/26
Bento XVI no Bundestag: Direito, Razão e Dignidade Humana
Hoje revisitei o discurso de Bento XVI no Bundestag alemão. Quem me conhece sabe que nunca escondi o carinho que tive por este homem de Deus. Mas compreendo que a densidade dos seus escritos não era (e não é) compatível com as vidas aceleradas que o ser humano hoje leva. Acho que é por isso (porque não vejo outro motivo) que tantas vezes escuto: “do Bento XVI eu não gostava muito”. É que não há tempo para nada… e para compreender Bento XVI, é preciso tempo…
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